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Momento atual não garante aumento de rentabilidade com o confinamento
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Nos últimos quatro anos, o número de propriedades que optaram em fazer confinamento em Mato Grosso cresceu mais de 300%. Em 2008, o número de cabeças engordadas neste sistema foi de 455 mil, contra 103 mil em 2005. Mas este ano a curva de crescimento deverá cair 11%, num reflexo imediato da incerteza nos preços de mercado futuro, da falta de boi magro para engorda e do custo do milho e da soja.
“O produtor tem que decidir até setembro se vai confinar. Mas fazendo as contas, os resultados não garantem a rentabilidade desejada”, avalia o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari. O confinamento é uma alternativa que aumenta a rentabilidade do pecuarista no período da entressafra, quando naturalmente os preços tendem a aumentar por causa da escassez do produto no mercado. Porém, a crise no segmento não tem gerado perspectiva de bons preços.
Nas duas últimas semanas, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) realizou o primeiro levantamento de intenção de confinamento de 2009. Dentre 162 unidades confinadoras encontradas no Estado, 135 (83%) foram contatadas ou quiseram participar do levantamento. Deste total, 22 propriedades, 14% do total, afirmaram não ter intenção de confinar animais em 2009. Foi levantado ainda que 43 propriedades, ou 27% do total, têm intenção de confinar, mas não definiram suas estratégias de engorda e comercialização.
A intenção levantada é de se confinar 403 mil cabeças neste ano. Desse total, está programado o abate de pouco mais de 280 mil cabeças (70% do total). Comparado com a intenção de confinamento do mesmo período do ano passado, quando os produtores pretendiam confinar 626 mil cabeças, a queda da intenção foi de 36%. Porém em relação ao volume efetivamente confinado em 2008, que foi de 455 mil cabeças, a queda é de 11%.